Qual o valor devo dar de entrada em um imóvel e como funciona o financiamento?

O segredo para adquirir um imóvel é: organização financeira. Sabendo o valor que você precisará arrecadar, os juros envolvidos na jornada e o valor das parcelas, você vai perceber que é possível sair do aluguel e comprar seu primeiro imóvel.

Mas, para isso, além de ajustar suas economias, é preciso entender algumas etapas fundamentais, por exemplo, como funciona um financiamento.

O Financiamento é o valor emprestado pelo banco para ajudá-lo a comprar o imóvel. Entretanto, o banco não financiará o valor integral do imóvel, por isso você precisa se organizar para dar uma entrada.

O que deixa muitas pessoas em dúvida é o valor que essa entrada deve ter. Será que é sempre o mesmo percentual em todos os casos? Explicamos esta e outras dúvidas aqui neste artigo. Continue lendo!

 

Qual o limite de financiamento do banco?

O valor mínimo de entrada depende do banco e da linha de crédito contratada para o financiamento. Na Caixa Econômica, banco referência nesta modalidade de crédito, a quota (percentual) de financiamento para os contratos com sistema de amortização SAC (Sistema de Amortização Constante) é de até 80%, e no caso de contratos Price (Sistema Francês de Amortização) é de até 70% (Parâmetros de junho de 2020).

No cenário geral, a maioria dos bancos brasileiros segue esta referência de 80% no financiamento. Portanto, via de regra, é interessante que você se organize para dar uma entrada de 20% no valor do imóvel. Lembrando que, o limite máximo de financiamento habitacional é de R$ 1,5 milhão para os contratos do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). Já para contratos no SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário), não há limite, atendendo ao percentual determinado pela quota.

 

Posso usar o FGTS para dar entrada no imóvel?

Sim! A Caixa libera o uso do FGTS como entrada quando você, o contrato e o imóvel estiverem enquadrados nas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) na data da aquisição do imóvel. Além disso, você também pode optar por usar o valor do seu FGTS para:

– Amortizar o saldo devedor, ou seja, reduzir o prazo ou o valor do encargo;

– Pagar até 80% do valor da prestação;

– Liquidar o saldo devedor.

 

Qual a diferença entre valor do imóvel, entrada, valor do financiamento e saldo devedor?

Valor do imóvel: aquele negociado no contrato de compra e venda com a construtora, e/ou corretor de imóveis.

Entrada: é o percentual do valor do imóvel que será pago pelo comprador com recursos próprios e/ou com recursos de sua conta vinculada do FGTS. O valor referente ao fundo de garantia é disponibilizado pela Caixa Econômica Federal.

Valor do financiamento: é a diferença entre o valor do imóvel e o de entrada. Trata-se da quantia que o banco irá liberar para fechar a conta entre o valor de entrada e o valor do imóvel negociado.

Saldo devedor: são os demais encargos referentes ao seu contrato. O saldo devedor pode variar com tempo e a incidência das correções (juros, multas, indexadores, etc).

Valor Total do Imóvel = valor da entrada + valor do financiamento + saldo devedor.

Saldo Devedor = [valor do financiamento + correções (juros e outras taxas referentes ao período)] – parcelas pagas.

 

Então, qual valor devo dar de entrada em um imóvel?

No geral, a regra é: 20% do valor do imóvel. Ou seja, se você pretende comprar um imóvel de R$200.000,00 o valor de entrada deve ser no mínimo R$40.000,00. Mas este montante pode variar de acordo com o banco e a sua negociação. Na compra de imóveis na planta, por exemplo, você consegue reduzir este valor com a construtora, inclusive parcelar a entrada.

 

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