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Entenda como é feita a análise de crédito imobiliário

Comprar uma casa ou apartamento é uma meta comum das famílias brasileiras. Mas, como se trata de um investimento alto, em muitos casos, o financiamento é a única maneira de concretizar o sonho. Nesse caso, o interessado na compra terá que passar por um processo bem rigoroso e cheio de detalhes: a análise de crédito imobiliário.

Para quem depende do financiamento, a análise de crédito é o primeiro passo. É quando uma instituição financeira, geralmente os bancos, avaliam se a pessoa tem condições de arcar com uma nova dívida para adquirir o imóvel. Dependendo da situação e do histórico, o banco pode aprovar ou não a concessão do crédito. 

Para o banco, a análise de crédito imobiliário é um procedimento bastante racional. A instituição define se pode ou não ter um relacionamento longevo com o comprador. Às vezes, essa relação chega a durar duas ou três décadas.

Quer entender como acontece a análise de crédito? O artigo de hoje é sobre isso. Vamos apresentar os passos necessários e apontar como você pode aumentar a chance de aprovação. 

Além disso, mostramos alguns pontos que podem restringir a concessão. Para tirar suas dúvidas e ficar mais perto de realizar sua meta, siga a leitura!

 

Como acontece a análise de crédito imobiliário

Muitos aspectos são levados em consideração na análise de crédito imobiliário, entre as quais, o prazo para pagamento, a condição financeira do interessado, seu histórico como pagador e o valor do imóvel.

Para que você domine como funciona a análise, listamos a seguir, tudo que é solicitado pelo banco a quem deseja comprar um imóvel por meio de financiamento. Confira!

 

Dados cadastrais

Fazer o cadastro junto ao banco é o primeiro passo. Além deles, algumas imobiliárias e construtoras também fazem a análise do crédito, mas normalmente a tarefa fica a cargo das instituições financeiras mesmo.

Na fase cadastral, todos os dados individuais do interessado em obter crédito são analisados. A pessoa vai precisar fornecer suas principais informações, entre elas:

  • Nome;
  • Idade;
  • CPF;
  • Escolaridade;
  • Profissão;
  • Renda;
  • Hábitos de consumo.

O tempo para quitar a dívida, como abordamos na introdução, pode chegar a 30 anos. Por isso, quando o solicitante é mais jovem, costuma ter condições um pouco melhores de pagamento.

 

Condição financeira

A renda da família é um dos principais aspectos avaliados na análise de crédito imobiliário. Nem poderia ser diferente: a instituição financeira precisa ter a convicção de que, ao assumir o compromisso das parcelas mensais, a família não vai comprometer a maior parte das receitas. 

Por isso, entre os documentos solicitados, estão o contracheque da pessoa e também a declaração de imposto de renda. Se você quer pedir dinheiro ao banco, precisa ser transparente quanto aos seus ganhos mensais.

A comprovação da renda permite, a quem concede o crédito, estabelecer muitos detalhes, como:

  • Valor máximo que pode ser liberado;
  • Valor das prestações;
  • Taxas de juros;
  • Prazos de pagamento;
  • Programas ideais de financiamento.

Se a pessoa tem carteira assinada, normalmente entrega o contracheque. Profissionais autônomos, por sua vez, precisam entregar extratos da conta bancária ou o imposto de renda.

 

Análise patrimonial

Quando o solicitante tem algum bem, como um veículo, ou outro imóvel, ele pode oferecê-lo como garantia na negociação. Nesse caso, o bem também entra na análise de crédito imobiliário e terá seu valor avaliado.

Se for um imóvel, por exemplo, o banco vai levar em conta a localização, a conservação, o valor de mercado e a situação documental.

Graças a esse bem, o interessado consegue obter o crédito em condições mais vantajosas, inclusive com taxas um pouco menores.

 

Valor do empréstimo

A instituição financeira não vai conceder o crédito se entender que a família não pode suportar a nova despesa. Por isso, é normal que o banco questione o objetivo da pessoa na busca de financiamento. 

Dessa forma, o banco analisará se o bem pretendido se adequa ao seu perfil e capacidade orçamentária. A lógica é simples: o banco precisa saber o percentual de renda da família que será comprometido com o crédito.

A margem mais comum é que as instituições financeiras concedam o crédito quando a parcela comprometa, no máximo, 30% da renda. Quanto menor o percentual, mais segura é a transação para a instituição financeira.

 

Documentação

Além dos dados cadastrais e da comprovação da renda, quem passa pela análise de crédito imobiliário precisa entregar uma série de outros documentos. Se você pretende fazer o pedido, comece a organizá-los.

O banco precisará dos documentos básicos de identificação, como carteira de identidade e CPF. Com esses dados, a instituição avalia, por exemplo, as características pessoais do potencial cliente e seu histórico de consumo.

Outro documento importante é a Carteira de Trabalho. Nela, o banco consegue se apropriar do histórico profissional do interessado. Além disso, é mais um meio para a comprovação da renda.

Para facilitar o contato entre o cliente e a instituição, o comprovante de endereço atual da pessoa também é solicitado. 

Outro documento bem importante é o comprovante de estado civil. Quando se trata de uma pessoa casada, em que os dois têm emprego, a chance de liberação aumenta. 

Além disso, com esse documento, o banco vai se inteirar sobre estrutura e atual situação da família.

 

Avaliação do imóvel

Separou e entregou todos os documentos? Ótimo, agora, quem será avaliado é o imóvel que a família pretende adquirir. Para o banco não importa se é um apartamento grande ou pequeno, bem ou mal localizado. 

O que eles precisam saber é se o imóvel escolhido, no que diz respeito ao valor, se encaixa no perfil financeiro da família. Lembre-se, para o banco, a análise de crédito imobiliário, em todas as suas etapas, é um procedimento racional.

 

Liberação do crédito

Depois que o solicitante entregou todas as informações, é hora de segurar a ansiedade e esperar. O banco fará a análise do crédito imobiliário propriamente dita e definirá pela liberação do crédito ou não. 

O tempo de duração da análise varia de instituição para instituição. As mais rápidas levam, em média, 10 a 15 dias. Mas também há aquelas que levam mais tempo e o prazo pode chegar a 90 dias.

Se o retorno for positivo e o crédito vier, a pessoa assina um contrato e pode solicitar o empréstimo no momento mais conveniente. No contrato, devem constar os mínimos detalhes do financiamento.

 

Como aumentar as chances de aprovação

Seu objetivo é conseguir a liberação do crédito, certo? Bom, para isso, existem algumas questões que podem facilitar o desejado sim.

Uma das mais importantes é ter o nome limpo. Se você está devendo para outra empresa numa compra anterior e foi parar no Serasa, a situação complica. O banco precisa enxergá-lo como ótimo pagador, como alguém que está, sempre, financeiramente, em dia.

Se você não possui conta no banco onde pediu o empréstimo, abrir uma pode ser uma boa jogada. Em alguns casos, essa medida pode lhe trazer vantagens, a exemplo de taxas de juros menores, além de prazos mais amigáveis para quitar o débito.

Outra alternativa interessante é pedir a análise de crédito imobiliário antes de escolher o imóvel. Dessa forma, você otimiza a busca pela casa ou apartamento e aumenta a capacidade de negociação. Isso porque sabe, de antemão, quanto de crédito terá disponível.

Outro aspecto que facilita a liberação é ter feito outro financiamento no passado e honrado com o pagamento, respeitando as normas estabelecidas. Esse fator vai aumentar bastante seu score e contribui para a liberação.

 

Fatores que podem complicar a aprovação

Assim como há fatores que ajudam, outros atrapalham a análise do crédito imobiliário para o lado de quem solicita. A principal delas é ter o nome cadastrado nos órgãos de proteção ao crédito. A reprovação do crédito é quase que certa nesses casos.

Se você está nessa situação, descubra qual dívida gerou o problema, faça contato e negocie para resolver a pendência. O próprio  órgão de proteção do crédito pode ajudar na identificação da empresa caso você não faça nem ideia da origem.

Problemas com a Receita Federal também influenciam a liberação do crédito. Se você deixou de entregar uma declaração de imposto de renda, por exemplo, isso pode lhe prejudicar. Quem tem dívida ativa por impostos atrasados também terá dificuldades.

E outro problema, esse mais simples de resolver, também pode prejudicar a liberação: enviar dados incorretos ou desatualizados. Portanto, certifique-se de que organizou os documentos e passou os dados corretos antes dos envios. 

 

O que acontece após a solicitação de análise de crédito

Se o requerente enviar tudo certinho e conseguir a aprovação da análise de crédito imobiliário, o banco tem tudo que precisa para oferecer as melhores propostas de crédito.

O interessado, então, conhece as condições e possibilidades disponíveis e escolhe a melhor trilha em relação às linhas de financiamento. Com tudo acordado e as duas partes satisfeitas, a instituição libera o dinheiro.

E então, gostou da leitura? Agora você conhece o passo a passo e os documentos para análise de crédito imobiliário. Continue acompanhando o blog da Construtora MTF para ler mais conteúdo sobre o mercado imobiliário.

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