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Alta no aluguel: por que o momento de comprar imóvel é agora?

Diversos motivos valorizam um imóvel, como a localização, a oferta de serviços e os investimentos no desenvolvimento da região. Além desses, outro fator acarreta na valorização de um imóvel: a alta no aluguel.

No ano passado, por exemplo, as vendas de imóveis novos no Brasil cresceram 9,2%. Mais de 150 mil unidades foram comercializadas, conforme levantamento da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). 

De um total de 156.730 negócios fechados, 105.826 foram unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida. No segmento de médio e alto padrão, por sua vez, 50.904 unidades habitacionais foram comercializadas.

Um motivo crucial para a migração do aluguel para a compra do imóvel próprio está atrelado aos anúncios feitos pela Petrobras em relação à queda dos valores do combustível, o que interfere diretamente na queda da inflação, e consequentemente, na redução das taxas de juros.

Os números falam por si. Os aluguéis estão caros e os imóveis ainda representam segurança quando o assunto é investimento. Mas o que explica essa alta no aluguel? E por que agora é o melhor momento de compra? Responderemos a essas e outras perguntas neste artigo. Siga a leitura!

 

Como ocorre a alta no aluguel?

Reajustes nos contratos de aluguel ocorrem num processo bastante simples. Primeiramente é preciso checar qual o índice de referência do contrato. 

Dentre eles, os mais comuns são o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) e o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Depois disso, é preciso conferir a variação do índice no período de reajuste – normalmente 12 meses. 

Tanto IPCA quanto o IGP-M servem para medir a variação dos preços dos produtos e serviços consumidos pela população. A diferença é que o IGP-M engloba os principais setores da economia e é sensível à variação do dólar, portanto, é mais imprevisível. 

O IPCA, por sua vez, foca nos preços pagos pelo consumidor final, refletindo a inflação real e facilitando a negociação do valor do aluguel.

Vale ressaltar que o reajuste de aluguel não é uma obrigação anual e que tudo pode ser negociado entre proprietários e inquilinos. Eis a importância de uma boa comunicação para facilitar acordos justos para ambas as partes.

Caso o proprietário necessite aumentar o aluguel, é preciso fazer o cálculo. Para isso, vamos supor que o valor, atualmente, é de R$ 1.500 e a variação do índice estipulado em contrato registrou um acumulado de 4,9%.

Basta calcular quanto é 4,9% de R$ 1.500 e acrescer o resultado no valor atual. Nesse caso, o reajuste será de R$ 73,50 alterando o aluguel para R$ 1.573,50.

Quais fatores impulsionam a alta no aluguel?

A alta no aluguel, considerando o preço médio dos aluguéis residenciais, chegou a 16,55% em 2022. Para se ter uma ideia, este é o maior valor em 11 anos.

O dado é do índice FipeZap+ e tem por base os anúncios de domicílios desocupados e os valores de novos aluguéis em 25 cidades.

E quais fatores, nos dias de hoje, influenciam esse movimento? Os especialistas apontam para algumas hipóteses. Confira!

 

Acordos durante a pandemia

Na fase mais crítica da pandemia no Brasil, entre 2020 e 2021, o desemprego e os cortes salariais foram o antídoto de empresas para não quebrar.

Diante de um consumidor sofrendo com a perda de renda, muitos proprietários negociaram descontos nos aluguéis. Além de aliviar as despesas da família, garantiram a permanência dos inquilinos.

Se neste período de pandemia os acordos mantiveram os imóveis ocupados, quando a economia deu sinais de recuperação, a história mudou. Ou seja, os proprietários foram atrás do prejuízo.

Depois de evitar a alta no aluguel na crise, ou de conceder descontos, os proprietários fizeram reajustes maiores.

 

Aumento da demanda

Outro fator que aumentou os aluguéis foi o aumento da demanda. Com a recuperação econômica, as pessoas começaram a procurar novas moradias.

Em 2022, após as demissões da pandemia nos anos anteriores, o Brasil criou mais vagas de emprego formal do que havia encerrado. Conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o país teve um saldo positivo de 2,038 milhões de postos com carteira assinada.

Como o brasileiro voltou ao emprego e a economia demonstrou alguma recuperação, a demanda por aluguéis reaqueceu e isso também provocou a alta dos preços.

 

Imóveis em regiões centrais

O fim da pandemia também provocou uma mudança de hábito no consumidor. Como as famílias foram obrigadas a passar mais tempo dentro de casa, a busca por espaços maiores e fora das capitais aumentou. Hoje, o movimento é o contrário. 

O interesse das pessoas que não estão mais em home office voltou a ser aquele de morar nas regiões próximas a uma boa oferta de serviços, polos de emprego e centros de ensino, por exemplo. Resultado: valorização do aluguel nas áreas mais centrais das cidades.

 

Inversão de cenário

Estamos vivendo um momento prolongado de juros altos no país. Os juros estão crescentes e acabam fazendo com que o crédito fique mais caro e restrito. Este cenário, acaba gerando uma maior procura pelos aluguéis de imóveis. Não é à toa, que estamos vivendo um período de alta nos aluguéis. Porém, este cenário gera um momento de oportunidade na compra de imóveis, trazendo uma maior flexibilidade nas negociações e preços mais atrativos.

Recentemente, a Petrobras trouxe uma notícia que mostra um cenário ainda mais otimista para a compra de imóveis. A Petrobras informou que haverá uma queda no valor do combustível no primeiro semestre do ano, impactando diretamente na queda geral da inflação no país, e consequentemente trazendo uma redução nas taxas de juros. Com a baixa dos juros, o crédito fica mais facilitado e mais barato.

Como o aluguel está com o seu valor em alta, a migração da população para a compra do imóvel próprio aumenta, valorizando este bem. 

A oportunidade está nos próximos meses, pois o preço dos imóveis irão acompanhar o aumento da demanda. Por isso a compra deve ser feita antes dessa alteração do mercado, trazendo melhores negociações para o momento atual. 

 

Qual o cenário atual do mercado imobiliário?

O mercado imobiliário contribui de forma significativa na economia global e é crucial na formação do cenário financeiro dos países. No contexto atual, o mercado imobiliário testemunha tendências mistas, dependendo da região e do tipo de propriedade. 

O mercado imobiliário no litoral catarinense se destaca perante aos demais no país. Apesar de ser uma região afetada igualmente pela pandemia e tensões geopolíticas, o seu avanço continua sendo muito promissor sendo considerado um investimento seguro.

Um dos maiores desafios enfrentados pelo mercado imobiliário no Brasil é a recessão econômica do país. Isso levou a uma queda na confiança do consumidor e a uma redução nos gastos com moradia.

Apesar desses desafios, ainda há oportunidades para investidores e incorporadores no mercado imobiliário brasileiro. A grande população e a crescente classe média do país representam um mercado potencial significativo para novos empreendimentos habitacionais. 

De modo geral, o cenário atual do mercado imobiliário no Brasil é de otimismo. Embora certamente existam desafios a serem enfrentados, há também oportunidades de crescimento e investimento. 

À medida que o país continua a se recuperar de sua desaceleração econômica e instabilidade política, o mercado imobiliário começa a ganhar força novamente.

 

Como a alta nos aluguéis gera a valorização de imóveis?

A alta no aluguel pode afetar significativamente o preço dos imóveis. Quando há um aumento nos preços dos aluguéis, isso indica que a demanda para locação está alta e a oferta limitada. Como resultado, os proprietários de imóveis podem aproveitar essa situação e aumentar o valor das suas propriedades.

Ou seja, a renda maior com aluguel afeta diretamente o valor da propriedade. É uma circunstância que também pode atrair investidores que buscam obter um retorno maior.

Os investidores imobiliários geralmente são atraídos por propriedades com altos rendimentos de aluguel, que oferecem um fluxo constante de renda. Essa maior demanda por investimentos imobiliários aumenta ainda mais o valor da propriedade.

Como resultado, os proprietários de imóveis podem se beneficiar do aumento da demanda por suas propriedades e obter retornos mais altos na hora de vendê-las.

 

Vale a pena investir em imóveis agora?

Há muito tempo, o setor imobiliário é considerado uma das opções de investimento mais confiáveis e lucrativas. E nesse momento, será que vale a pena investir em imóveis? A resposta é sim!

Apesar do impacto da pandemia, investir em imóveis ainda pode ser uma decisão sábia. As condições atuais do mercado e a redução na inflação e queda de juros, oferecem ótimas oportunidades para investir em ativos imobiliários.

Outro fator que torna o investimento imobiliário lucrativo no longo prazo é sua tendência de valorização. À medida que a população cresce, a demanda por moradia também sobe, aumentando o valor das propriedades. 

Assim, o investimento em imóveis pode potencialmente proporcionar um fluxo constante de renda por meio de aluguel e valorização do imóvel.

Em conclusão, investir em imóveis agora pode ser uma decisão lucrativa se feita corretamente. As condições atuais do mercado oferecem ótimas oportunidades para investidores que buscam crescimento e estabilidade a longo prazo.

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